sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quando não se tem chão e o chão é tudo o que se tem...

Quero compartilhar um aprendizado. Desde que comecei a trabalhar com pessoas em situação de rua há quase um ano atrás, muita coisa mudou. Mudou em mim, mudou nos outros ao meu redor. Abri mão de muitos conceitos preguiçosos de quando preferimos o lugar comum do pensamento coletivo ao invés de nos dar uma oportunidade de enxergar diferente.  
Eu sempre tive consciência e nunca escondi de ninguém, que não seria capaz de trabalhar com hospitais, nem na ala adulta, menos ainda na ala infantil. Motivos pessoais, de ordem familiar, que não me permitem vivenciar novamente algo que lutei tanto para conseguir superar.
Então pensei ter encontrado o trabalho perfeito pra mim nas ruas dessa cidade que tanto gosto. É verdade que entre eles, há condições de todo tipo: doentes físicos, doentes emocionais, viciados, ex-detentos. Mas de certa forma, apesar de ser um paradoxo, a clausura deles é interna. Não há paredes que os impeçam de ver o mundo. E ao mesmo tempo, ser tão vulnerável a esse mundo os torna vítimas de muitas coisas: da violência latente no submundo da cidade sorriso; do sistema que oprime a todos nós também; do nosso próprio preconceito sempre que dizemos que quem está na rua, está porque quer.
Eu não posso imaginar quem escolheria viver em condição tão sub-humana, abandonado, exposto à tantas vicissitudes convidativas quando não se tem chão e quando o chão é tudo o que se tem.  
Dizem que uma das coisas mais inesquecíveis que se pode ter de alguém é o olhar. Ele é intrínseco a cada um, não se pode imitar. E eu não esqueço o olhar de cada um deles a cada dia em que saio do aconchego do meu lar para dividir com eles o que há de mais precioso em minha vida: o meu tempo.  Digo isso porque cada minuto que eu passo na companhia deles, nunca mais vai voltar pra mim.
E depois de quase um ano fazendo esse trabalho, estou num conflito interno muito grande. Muitos deles eu conheço pelo nome. Outros posso não saber o nome, mas toda semana nos encontramos, conversamos, contamos piadas, fazemos brincadeiras, rimos, sorrimos, conversamos sobre Deus, política, sobre a Copa. Então desde que o inverno curitibano começou, eu deito na minha cama para dormir e o último pensamento que tenho é como vou me sentir se o nosso próximo encontro nunca mais acontecer.
Em tempos onde todos tem opinião sobre tudo, principalmente nas redes sociais, está muito comum criticar bastante coisa, inclusive o governo. Se fosse para contextualizar politicamente como acabamos nessa situação que o país enfrenta, seriam necessárias muitas laudas e eu certamente não teria capacidade de conduzir essa conversa porque me falta conhecimento de causa.
Mas tem uma coisa que acho muito injusta. Como eu posso criticar um governo e todas as suas ações de fato falhas e ao mesmo tempo olhar para o lado vendo um ser humano passando frio e fome e acreditar que isso não é problema meu?  Mudar a realidade do país é necessária, mas o resultado disso é a longo prazo. Enquanto tentamos usar as armas que temos para combater um sistema tão defasado, não podemos nos esquecer das ações de curto prazo. Porque elas existem e existem para os dois lados: a fome mata a um prazo mais curto do que as gerações que levaremos para consertar o Brasil. E o frio então, só precisa de algumas horas para levar embora alguém que tem sentimentos.
Se estão sob efeitos de drogas, se estão sujeitos à prostituição, se são reminiscências da violência dentro ou fora dos presídios, isso não os isenta de sentir. Sentir raiva, decepção, fome, frio, tristeza. E eu afirmo que eles são capazes de sentir outras coisas em meio a tudo isso: amor, gratidão, simpatia, solidariedade. E reafirmo que são capazes porque é o que eu vejo a cada visita.
Já entreguei sopa para idoso carente, gente sob efeito de álcool, gente sob efeito de crack, traficante com arma na cintura com idade do meu irmão caçula, prostituta esperando pra fazer o próximo programa, travesti pronto pra começar a noite, ex detento que saiu da prisão naquele dia, esquizofrênicos, portadores de HIV, ladrões com espírito de Robin Hood. E antes que você me venha com todo o seu preconceito, eu te digo na cara que não tenho vergonha do que eu faço e não acho que eu beneficio a má conduta.
Nós conversamos muito, eu rebato pensamentos e negócios escusos que me são revelados. E às vezes me choco. Mas eu transmito todos os dias uma mensagem de amor e solidariedade e ganhei o respeito deles com isso. Eu conquistei a minha liberdade de entrar no território deles e dizer como eu penso, mesmo que isso contrarie a conduta que eles me apresentam. Sem submetê-los a uma doutrina, filosofia ou ideologia, eu consigo acesso falando com a naturalidade que conversaria com meus amigos na mesa de bar. É como se eu plantasse uma sementinha e cuidasse dela a cada novo encontro. E eu me orgulho disso.
Então quando eu peço doações, eu não estou simplesmente pedindo benefícios que serão repassados de mão em mão. Quando eu peço doações, eu peço a oportunidade para cada um de vocês participar dessa cadeia complexa que acabei de ilustrar. Quem achar que não dá conta de vivenciar na rua essa experiência (assim como eu não consigo trabalhar em hospitais), mas puder prover qualquer coisa que nos ajude a dar continuidade ao trabalho, estará movendo uma energia no universo que é capaz de transformar o impossível no milagre da vida.
Quando eu peço doações, estou tentando abraçar uma causa muito maior do que eu mesma consigo imaginar. E não quero fazer isso sozinha. Porque o mundo só vai melhorar com a caridade, a solidariedade e o amor. E isso tudo vem antes da fé em qualquer crença religiosa ou filosófica.  

Quando eu peço doações, eu peço por todos nós. Porque a transformação abrange a todos. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

O Primeiro Homem da Minha Vida

Eu comecei essa postagem em abril de 2013. Surpreendentemente resolvi entrar aqui e dei de cara com ela. Decidi terminá-la porque o assunto merece: 

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Posso afirmar com absoluta certeza, que gostaria muito de me lembrar do resto do sonho (ou seria encontro?). Entender por que em tantos anos isso nunca aconteceu antes... Será que vai se repetir em breve? Poderia não demorar muito, mas sei que não depende de mim, ou de você. 

Queria saber qual é a sensação de ver você frente a frente. Sobre o que falaríamos? Como eu iria te chamar? O que eu teria para contar e o que você teria para me dizer? Talvez como tem passado esses anos... 

Às vezes quando penso em você uma lacuna aponta no horizonte, em outras vezes tenho certeza que você sempre me acompanhou. Por ironia do destino, frequentemente passo em frente a um lugar onde nos fotografaram há muitos (e muitos) anos atrás. Você me segurava nos braços com um sorriso de orgulho. Será que você está satisfeito com o rumo que a minha vida tomou? 

Esses dias eu estava pensando que nós nunca sabemos quando é a última vez que frequentamos determinado lugar, ou fazemos determinadas coisas. Não me lembro quando foi a última vez que nos vimos, mas se soubéssemos que aquela seria a última, alguma coisa teria sido diferente? 

Um dia me disseram que quando seu trajeto foi interrompido você estava vindo ao meu encontro. Quanta crueldade! Não sei se da vida ou de quem me contou isso! Nunca mais fui a mesma pessoa desde então. E não sei se essa mudança foi boa ou ruim. Eu simplesmente... Não sei. 

Agora estamos aqui: eu e você. E ao mesmo tempo não estamos. Acho que de vez em quando você me vê, mas se eu também te vejo, não me lembro. Você é como um livro. É uma história que existe, mas não aqui fisicamente. Sei que no início quando você descobriu que eu existia, teve medo... Que bobagem! Eu sou inofensiva! Depois, acho que você se apaixonou por mim. E eu por você... Pena que eu só descobri isso muito mais tarde. 

Na verdade eu me sinto especial. Porque mesmo sabendo que nós iríamos nos separar muito em breve você escolheu estar ligado a mim pra sempre. Às vezes a vida me bate. Tão forte que eu perco o fôlego. Não é uma reclamação, é só pra você lembrar que eu também sou frágil... 

Imagino que você já saiba, mas mesmo assim vou reforçar. Sou uma motorista exemplar. Não abuso da velocidade e não misturo álcool e direção. Quem sabe isso te deixe mais tranquilo. Não é um julgamento, é só pra você lembrar que somos responsáveis pela nossa vida (e pela dos outros). E confesso que me causa um desconforto quando penso que você não acreditava no perigo. Mas isso serve pra mim, me marcou, nunca vou esquecer... 

Queriam me mostrar as fotos do seu acidente... É óbvio que eu recusei... Eu quero me lembrar dos dias de sol que passamos juntos. Foram poucos, eu sei. Mas esses sim são os nossos momentos. O resto faz parte da dor dos outros. Entre mim e você não há dor. 

Entre nós dois há algo avassalador que eu não sei do que chamar. Se um dia a gente se encontrar de novo plenamente conscientes de onde estamos, você vai entender. Porque nenhum sentimento em mim é morno, sereno e leve. E até onde eu sei, isso eu herdei de você! 

Se você estivesse aqui, tenho certeza que não seria daqueles chatos que ficam vendo a vida passar. Se tivesse dado tempo de você chegar e ficar aqui, nós seríamos cúmplices, companheiros, confidentes, uníssonos e ímpares. Porque é da nossa natureza viver intensamente! 

Vê se dá um jeitinho de na próxima vez não ser tão arrebatador de corações... As mulheres sofrem demais por amor! Não é justo... Hoje eu entendo muitas coisas... Não é legal ser assim. 

Agora que eu já dei todos os puxões de orelha, pode falar. Sou toda ouvidos, pai! 



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Aos meu Amigos

Quero falar de amizade de uma forma que não seja piegas.

Quero falar do amor imenso que somos capaz de sentir por aqueles irmãos que podemos escolher. Da alegria que contagia com cada vitória e da dor que invade o coração com cada derrota.

De tempos em tempos a própria vida se encarrega de renovar nossos votos para com ela. Antigos amigos se vão, novos amigos chegam. Todos que partem deixam em nós um pedacinho de si e levam com eles um pedacinho de nós. E não importa quanto tempo passe, cada lição aprendida fica pra sempre. 

É sempre bom receber novos amigos em nossas vidas. É bom compartilhar experiências, ouvir novas histórias, contar de novo a nossa história de uma forma diferente porque somos diferentes a cada ano que passa.

É bom saber se despedir daqueles que vão para nunca mais voltar. É bom saber olhar para aquele que retornou depois de muito tempo. É bom saber continuar olhando para aquele que nunca saiu do seu lado. 

Às vezes a gente discute a relação na amizade. Às vezes a gente só quer um colo pra chorar até secar toda a mágoa. 

Para cada amigo que você tem, uma relação diferente se constrói. Cada um com uma personalidade diferente tem a oferecer e precisa de coisas diferentes de nós. E todos eles completam uma parte importante em nós. 

Quero dar as boas vindas aos novos amigos que conquistei recentemente nessa época de tantas mudanças. Quero dizer aos que estão ao meu lado há muito tempo que parte da minha vitória eu devo ao amor de vocês nessa jornada. Quero dizer  a aqueles que já seguraram meu coração na mão quando eu mesma não podia me levantar que vocês sempre serão inesquecíveis.

Ninguém vive só. A vida é feita de laços. Alguns são frágeis e outros são eternos. Todos são importantes.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

5... 4... 3... 2... 1... Meia Noite

Adeus ano velho... Blá blá blá... 

Essa é a terceira (e espero que última) tentativa de escrever um post para 2013.

Eu quero é por uma pedra em cima de 2012 de forma que eu não precise aprender de novo as lições desse ano esquisito. 

Em 2013 quero ter mais coragem. Quero ter mais paciência. 

Quero pedir as mais sinceras desculpas a quem eu acho que devo e não é de hoje. 

Vou dizer que amo mais vezes. 

Vou amar ainda mais do que já amei até hoje. 

E por que não fiz tudo isso antes? Porque a evolução é gradativa e se eu já soubesse como fazer tudo, não estaria de expediente aqui na Terra. 

Eu vou encontrar o jeito certo de falar que hoje sei que eu poderia ter resolvido certos problemas de outra forma. Sem tanta dor, sem tanta mágoa. Esses dias eu li uma frase no FB que pra mim fez muito sentido. "A forma como as pessoas te tratam é o karma delas. A forma como você reage é o seu." Mas hoje eu prefiro inverter essa ótica: a forma como eu tratar as pessoas é o meu karma (e quero resolver alguns mal entendidos) e a forma como elas reagirem é o delas (vou tentar fazer a minha parte, mas não posso fazer pelo outro o que é dele por atribuição). 

E assim, espero que as amizades que cultivei continuem comigo nessa jornada. Que eu tenha mais saúde que juízo. Mais felicidade que dinheiro. Mais dinheiro que dívidas. Mais amor que saudade. 

Que 2013 venha já me tirando o fôlego!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ho Ho Ho

Estou aqui em Foz do Iguaçu numa aventura há muito tempo almejada: pegar a estrada com lenço e documento e ver no horizonte que tudo o que sou devo ao meu passado e por isso faço desse presente um momento para ser feliz. Vim para conhecer uma parte da família do meu noivo que não conhecia e rever a outra parte que vejo pouquíssimas vezes e nesse momento, devo estar sendo muito julgada por não estar no meio de todos tirando as tradicionais foto de Natal. Mas tudo bem, eu precisava escrever e esse post vai ser bem breve. 

Acabei de participar da ceia de Natal da minha família pelo Skype e ainda que esteja há 680km de distância deles, sinto o amor de todos aqui bem pertinho. 

Só queria dizer nessa noite especial que independente da sua crença, que o amor prevaleça, a paz de espírito te reconforte e essa noite seja cheia de luz na sua vida. Que muito mais do que presentes, você ganhe objetivos e renovação de energias para sonhar ainda mais daqui pra frente. 

Que você possa abraçar todos que ama seja ao vivo, pela internet ou em pensamento. 

Que você possa agradecer pelo ano que teve independente de suas alegrias ou dificuldades, pois uma coisa é muito importante: ser grato ao universo por todo o aprendizado, pois não somos nada sozinhos. 

Feliz Natal =)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ah! Essas Estações!

Às vezes a gente se pergunta tanto e a resposta está bem debaixo do nosso nariz. Tem vezes que resistimos em entender o real significado de uma palavra, um olhar, um beijo ou um abraço porque temos medo de nos viciar na química que todo aquele pulsar de emoções produz. Ah! Se soubéssemos antes que ninguém chega ou parte das estações da vida por mero acaso do destino... 

Parando para pensar na conexão com cada pessoa à sua volta, você percebe que nada é um evento isolado. Muitos caminhos precisaram se cruzar, outros precisaram se distanciar e ainda, muitos outros necessitarão começar para que essa coreografia que o destino faz no nosso cotidiano continue nos enchendo de harmonia. Mesmo que algumas vezes tudo pareça desmoronar.

Os conflitos familiares, as amizades eternas e as paixões fulminantes... Como sobreviver sem eles? Quem nunca teve um amor platônico na adolescência (ou fora dela), um coração partido, disse um adeus cheio de saudade no coração, desejou um abraço uma vez mais, chorou depois de uma briga com alguém que muito amava... Quem nunca riu até doer a barriga, se emocionou com uma vitória, torceu por um resultado, consolou um coração cheio de medo, ou vibrou com um diagnóstico médico satisfatório que não poderia ser outra coisa a não ser um verdadeiro milagre... 

Eu gosto de acreditar que nos conhecemos muito mais de uma vez. E nos encontramos de tempos em tempos para crescermos juntos porque o que nos une é o amor. O amor que transcende, o amor que perdoa, o amor que esquece, o amor que perdura, o amor em todas as suas sublimes formas que vai muito além de qualquer barreira material. E com tantos encontros e desencontros, só fazemos fortalecer nossos laços enquanto o tempo passa depressa ou devagar. 

Tem pessoas em minha vida que não precisam estar a todo instante ao alcance dos meus olhos para eu saber que estão dentro do meu coração e impressas na minha alma. Basta acontecer alguma coisa muito boa ou uma queda muito dolorida pra gente se unir de novo, segurar as mãos e ter fé... Fé em Deus, fé na vida, fé em nós mesmos. Juntos podemos superar qualquer coisa.

Eu posso dizer que presenciei muitos milagres neste ano. E o maior deles foi o milagre do amor. O amor, a solidariedade, a amizade, a confiança, a lealdade. Tudo isso fez o meu ano mais emocionante. E eu entendi que nada pode ser tão ruim que não seja capaz sequer de ensinar alguma coisa. Afinal de contas, (vou adotar uma expressão de alguém a quem quero muito bem) "uma derrota é uma meia vitória". 




quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Busca da Felicidade


     A busca da felicidade é um termo tão agradável que com frequência vira título de filme, de livro, de poesia.  Mas você já se perguntou o que significa buscar a felicidade? Afinal de contas o que é a felicidade? Tem receita pronta? É ganhar na loteria, ter um cachorro, uma casa maior, passar no vestibular, ser promovido, amar, ser amado? (...).
Eu gosto de acreditar que a felicidade é além de um substantivo abstrato ao extremo, algo bastante peculiar a quem a detém.  Tem que diga que ela está nos menores detalhes da vida, tem quem diga que está ligada ao dinheiro, outros dizem que a saúde é quem a traz. Na verdade acho que ninguém está completamente certo ou errado. Tudo depende das prioridades de cada um.
     Se você já alcançou outros objetivos na vida e de repente o que lhe falta no momento é trocar de carro ou adquirir um, não significa que você dê mais valor aos bens materiais do que à família. Não é porque você está insatisfeito com a geladeira da cozinha que a sua vida se resume ao consumismo. O ser humano vive de etapas e frequentemente está insatisfeito com algo que procura mudar. E isso é bom, já pensou se nos conformássemos sempre com a vida como ela é e não buscássemos evoluir em todos os sentidos?

     O grande problema que vejo são os extremos. Tudo que é excesso sobra como o próprio nome já diz. Mas ele não necessariamente vai sobrar ali onde você está depositando tanta vontade de, por exemplo: torcer pelo seu time de coração, ir à igreja, comprar perfumes. O fanatismo é facilmente mutável e muitas vezes sobra (ou reflete) em outros setores da sua vida, como: na relação familiar ou conjugal, nos estudos, na economia pessoal.

     Mas existe alguém fanático em procurar a felicidade? Ô se tem!

     E muitas vezes penso que aquela pessoa com quem você não aguenta sustentar uma conversa por cinco minutos sequer é um belo exemplo disso. Porque nada funciona, nada dá certo, nada é bom o suficiente, ninguém é o suficiente. Nem mesmo ser quem você é, é o suficiente. Aí vem um baita alerta vermelho com campainha de ensurdecer.

     Quais são suas prioridades? E muito importante: quais são seus limites?

     
     É possível que a felicidade de alguém possa ser a sua felicidade também? Há quem já tenha me dito que dependendo da circunstância, não. Mas eu continuo a discordar... Sabe a relação prioridade X limite? Pois é... Não existe fórmula para a felicidade porque ela é um estado de espírito e não tem como sentir a mesma coisa o tempo todo. Portanto quem diz que é feliz o tempo todo, na verdade é bem resolvido consigo mesmo o tempo todo, são coisas diferentes. Ambas necessárias e super válidas.

     
     Mas ao me perguntar se estou em busca da felicidade, sei que não estou. Estou em busca dos objetivos que tracei para o momento e que podem mudar num piscar de olhos. Feliz, eu posso ser várias vezes ao dia, quantos dias eu quiser. E não tem nada de complicado nisso.  

domingo, 17 de junho de 2012

Amor é Tecnologia?

Mais uma vez venho aqui inspirada pelo amor.


Sabia que existem muitas formas de amar? Pois é, parece uma frase vazia mas tenho visto o quanto isso é verdade ultimamente.


Amor é só convivência? NÃO.


Amor é tecnologia? DEFINITIVAMENTE.


Explico: foi-se o tempo em que utilizar o telefone era essencial para informar as pessoas como vai a nossa vida ou fazer um convite de evento. 


Hoje em dia, quem depende somente do telefone para se comunicar está mais do que ultrapassado. 


Graças ao facebook que tem adquirido adeptos adolescentes e também da melhor idade em grande número, hoje podemos criar eventos como: chás de panela, chás de bebês, aniversários, despedidas e muito mais. E deixando o preconceito de lado, olhem como é muito mais interessante promover interação com pessoas que tem algo em comum mas não necessariamente se conhecem através de um evento na rede social. Essa pluralidade de informações em trânsito aproxima pessoas...


E por falar em aproximar, presenciei um caso muito interessante de pessoas que começaram com essa interação virtual e descobriram muitas outras coisas em comum. Repito, os tempos mudaram. E quem não aceita que relacionamentos sadios podem ser sustentados com subsídios da tecnologia está muito por fora da nossa realidade. 


No entanto, parece um pouco complexo, mas ao mesmo tempo que aceitamos a internet para encurtar distâncias, saber que alguém vai partir dá um aperto no coração! 


Claro! Somos humanos e não máquinas! Ainda sentimos falta daquela conversa ao pé do ouvido, daquele abraço apertado ou de um beijo apaixonado. E ainda bem que ainda conseguimos sentir saudades do sentimento. Significa que ainda podemos administrar nossa humanidade mesmo com tanta evolução tecnológica. Aos céticos, nem tudo está perdido... 


Ainda assim, poder manter contato diário com quem está no país ao lado ou do outro lado do mundo nos ajuda a perceber o quanto o ser humano não pode (e não deve) viver só. Nós precisamos dessas relações interpessoais não importam de qual natureza. E se podemos sustentá-las através da tecnologia, por que nos privar? 


A todos aqueles que tem alguém importante fora do alcance dos olhos, seja ele amigo, namorado, parceiro, familiar... Ame! Ame pela tela do computador, pelo celular, por twitt, post, SMS, pelo ar... Mas ame! Porque para o amor não existem fronteiras! A energia do amor se propaga pelo ar e até seu pensamento produz vibrações positivas a aqueles que lhe são caros. 


E falo do amor em sua essência, não apenas da relação entre amantes. Existe amor também nas amizades, sobretudo quando há afinidade, cumplicidade, preocupação, cuidado, torcida, companheirismo. 


Amar sempre vale a pena!

domingo, 10 de junho de 2012

Vinte e Poucos Anos

Boa noite especial aos curitibanos de nascença ou vivência.

Esse clima que agradavelmente acompanhou nosso feriado influencia nosso humor inegavelmente. 

Mas vamos à pauta de hoje...

Quem lembra daquela música "... Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos..." ?

Quando eu era criança, parecia que ter vinte e poucos anos era ser super adulto. Era ter todas as coisas do mundo ao seu alcance, saber alguma coisa sobre tudo, ter a força de um leão e o poder de um rei. 

Bem, um dia a gente cresce... 

E crescer dói. Ultimamente tenho dito isso várias e várias vezes para várias e várias pessoas. Hoje estou dizendo pra mim. Porque parei para me lembrar de como eu achei que as coisas seriam hoje há 15 anos atrás, ou há 10 anos atrás, ou há 5 anos atrás. 

Aí descobri que a gente nunca vai saber a resposta de tudo. A todo instante estamos fazendo escolhas e ponderando estatísticas. Aí a vida dá umas voltas e você vê que precisa mudar a trajetória de novo. 

Então entendi que ser adulto é planejar algo que você ainda não sabe quantas vezes vai ter que reestruturar até que enfim possa realizar. É descobrir o valor de uma amizade quando aquela pessoa que você julgava ser a mais feliz do mundo fica sem chão. É entender que algumas pessoas são passageiras por mais presentes que elas estejam hoje - você enxerga quanto tempo isso ainda vai durar. Enquanto outras são eternas por mais que não estejam ao alcance dos olhos. 

É ver que a corrupção não está só nos jornais e a trilha sonora da novela não é só ficção. É ter tantas dúvidas mas nunca perder a fé. É sentir saudade do gosto daquela bala da infância e ter a maturidade de não experimentá-la hoje esperando ter a mesma sensação, porque você não é mais aquela pessoa. 

Ter vinte e poucos anos é entender em que ponto a sua adolescência acabou porque para cada um o timing é diferente. É mudar a forma de rezar e aumentar o tamanho da mala de viagem. Porque agora, somente a sua bagagem não te completa mais. 

É questionar primeiro e fazer muito tempo depois. É pensar: "se naquela época eu tivesse a idade que tenho hoje, as coisas teriam sido diferentes". 

E depois disso, entender que se as coisas não foram diferentes é porque você precisava de cada segundo que viveu até hoje exatamente da forma como eles foram...  


domingo, 3 de junho de 2012

FURO MTV

Aí vai meu trabalho da pós para o módulo de Informação e Entretenimento. Certamente só vai interessar aos comunicadores =)



Análise do Programa: FURO MTV
Edição Analisada: programa que foi ao ar em 28/05/2012.

Perfil do Programa

Programa com veiculação diária, exibido às 22h no canal de TV aberta MTV, gravado, com duração de 30 minutos, divido em 3 blocos, gênero entretenimento satirizando o telejornal e formato noticiário.
O cenário virtual em forma de bancada é bem arrojado, porém simples para não concorrer com os apresentadores Dani Calabresa e Bento Ribeiro. As notícias são de cunho factual, cultural, personalidades e internacional e anunciadas com piadas e comentários bastante parciais.
As principais notícias que são destaques nos telejornais convencionais são apresentadas pelo Furo em forma de sátira. O programa inicia com escalada e as primeiras notícias são as de maior relevância social, geralmente do panorama nacional. Ao longo do programa também são tratados temas de menor relevância social sempre de forma ácida. No último bloco do programa entram as notícias que não tem nenhuma relevância social. A cada saída de bloco é feita a chamada das notícias do bloco seguinte.
A proporção de entretenimento e informação é 50% para cada. O mesmo tempo gasto para dar a notícia é utilizado em seguida para satirizar. São utilizados os seguintes recursos de edição: cobertura com imagens, simulação de link, BG, clack e os cortes de imagem são do padrão do telejornal.

 Análise Crítica do Programa

Quanto ao público-alvo do programa, considerando o horário e a emissora de veiculação, ele atinge adolescentes e jovens, em menor proporção das classes AB e em grande parte da classe C. Os espectadores da MTV, geralmente não apresentam perfis que acompanham telejornais ou outros tipos de noticiário com atenção dedicada.
Na descrição do programa, foi apontado que ele apresenta a mesma quantidade de notícia e humor. No entanto, na prática, este programa é em sua essência de entretenimento e não de informação. E o que determina essa qualificação é a afirmação de que o repertório do público-alvo se distancia do factual e das notícias de alta relevância social. Desta forma, a essência da notícia não impacta o público, apenas serve de alavanca para a incorporação da piada no cotidiano do espectador.
Para a audiência cativa, a dinâmica do programa funciona como veiculação diária, e provavelmente por esse motivo, o programa está há quatro anos no ar. Já para a audiência secundária, estima-se que o excesso de sátira seja o fator que a impede de se tornar cativa.
Outra característica é a linha editorial que se mostra bastante semelhante ao gênero que o programa copia. Conforme o final do programa vai se aproximando, as notícias vão ficando cada vez mais genéricas e com menor teor factual.
Para a finalidade de entreter, o programa funciona. Mas como gênero de entretenimento, fica maçante quando os comentários são muito extensos e as notas não são cobertas. Como o humor predomina em todos os assuntos, essa característica de stand up comedy não é tão bem explorada na TV.
Em se tratando de audiovisual, sobretudo em programas gravados, a pós-produção poderia enriquecer as piadas de forma mais criativa, com outros recursos, como por exemplo: animação, montagem, simulação e a disposição desses elementos na tela também poderiam ser revistos. Nesta pesquisa, só foram identificadas fotografias que cobrem a tela inteira.
Concluindo, a ideia do programa é boa, mas a produção poderia ser repaginada agora que o programa já está há quatro anos no ar e já conquistou fidelização. Seria o momento para tentar inovar, inclusive no quesito interatividade.

domingo, 27 de maio de 2012

Mais Uma De Amor!

O mundo anda depressa. Se você parar para observar, verá que mesmo quando o maior problema que você já teve paira sobre sua cabeça, ainda assim o mundo não para. Enquanto o coração aperta e os olhos umedecem, o ritmo frenético do trânsito e da bolsa de valores continuam a uma velocidade esmagadora. 


Mas isso também tem um lado bom... Às vezes, tudo o que precisamos é de algo que não nos deixe em paz. Ocupamos nosso tempo, pensamos em várias coisas que são nossas responsabilidades e de repente, não mais que de repente... "Aquilo" passou...


E como não falar da dor de amor...? Há quem já tenha amado intensamente até que o amor fosse interrompido por motivos de natureza humana ou transcendental. Há quem já teve um amor platônico e há quem tenha amado quando já era tarde demais. 


Absolutamente tudo que completa nossa existência influencia em nossas escolhas e também em nossos medos. A superação desses medos afasta a insegurança e arranca as correntes que impedem nosso coração de viver o belo e o peculiar numa experiência totalmente nova. Feliz de quem enxerga isso a tempo... 


Tem amor que jamais vai acabar porque sequer começou no tempo e no espaço. No entanto, ele também nunca vai terminar porque aquilo que o alimenta nunca será alcançado pela razão. Os anos passam e as pessoas mudam. E o amor que elas alimentam também muda... Ele cresce, amadurece junto com a sabedoria que só o tempo nos traz. 


Então você consegue dar outra chance a você mesmo. Tem cicatrizes que nunca serão apagadas. Elas ficam ali guardadas e com o tempo você aprende a olhar pra elas e não mais enxergar tristeza. Aprende a ver superação. Lembra de quem você já foi o que você jamais quer voltar a ser... Olha para frente e aplica tudo isso em você mesmo.


Abrir o coração a novas experiências não significa que você tenha abandonado aquele sentimento que o fez conhecer a si mesmo tão bem.  Mas tem horas que é preciso recomeçar... Há diversas formas de se amar uma pessoa e uma delas não requer reciprocidade. No entanto, a vida às vezes impõe fatores irreversíveis. E quando chegamos ao fim da linha é hora de repensar prioridades. 


Falar de amor tende a ser mais fácil para quem está amando, sobretudo para quem é correspondido. Mas foi preciso coragem... Custou lágrimas, dores, escolhas erradas até exaurir o coração. Mas valeu a pena. Amar sempre vale a pena!



segunda-feira, 16 de abril de 2012

EMPATIA

Comecemos:


Empatia - Forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma idéia ou uma coisa. (Priberam). 


Acho que isso traduz perfeitamente o que somos. Não, eu não estou falando do Amorzão, pelo menos não diretamente... Acontece que hoje fizemos 3 maravilhosos anos juntos. E eis que lá no meio da aula de Metodologia Científica na pós graduação, a sala é invadida por um ser (Jefferson) chamando a produção (Leticia, Silvia, Fabiana) que entra fazendo uma serenata: uma ao violão, outra cantando "Amor I Love You" da Marisa Monte e a terceira segurando um lindo (e apetitoso) bolo em forma de coração!


Gente, foi lindo! Nos conhecemos há menos de dois meses e essa turma carinhosamente apelidada por nós mesmos de Coração Peludo já demonstra muito amor! =)


O que vocês fizeram por nós hoje foi uma imensa demonstração de carinho e ficamos muito emocionados com a surpresa!


Eu particularmente posso dizer que Deus tem sido muito generoso comigo colocando pessoas tão amáveis em minha vida nesses últimos tempos. E vocês estão nesta lista! Não sou pessoa de muitos amigos. Demoro para confiar, não gosto de elogios gratuitos e sorrisos demasiados.


Mas vocês... Ah, vocês são espetaculares! Me conquistaram à primeira vista e sinto como se nos conhecêssemos há muitos e muitos anos.


E pensar que o que nos uniu foi uma conversa no estacionamento que se estendeu para o bar. Claro, o bar sempre participa de bons relacionamentos e conosco não poderia ser diferente, né? Comunicadores bons de papo não dispensam uma cerveja geladinha, mesmo que ela seja a Santa Cerva...


Sem ignorar as amizades mais antigas que tenho, vou concluir que sou uma pessoa MUITO feliz porque tenho ao meu redor pessoas iluminadas!! 


Obrigada pelo dia de hoje, Turma do Coração Peludo!!! Vocês são demais!!!! E moram no meu coraçãozinho peludo!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ah! O Amor...

Olá, queridos leitores!

Hoje eu quero falar de amor. Mas não há uma forma de falar de amor sem antes falar de respeito. Algum dia você já ouviu alguém dizer que amor e respeito andam juntos? Se já ouviu, sinto informar mas te enganaram... O respeito anda (ou pelo menos deveria) à frente do amor. 

Estou assim nesse clima romântico porque estou às vésperas de completar 3 anos de relacionamento com um homem maravilhoso (sim, este merece adulação). E nestes anos pude notar algumas características que são fundamentais para o sucesso dessa relação. E são elas que quero compartilhar. 

É bom e essencial quando a gente tem aquela atração apaixonante que faz a gente contar até os minutos para estar com aquela pessoa. Mas só isso não basta. A vida (especialmente a minha) é cheia de desafios e às vezes a gente cai de cara no chão. E nessas horas você precisa de apoio, de consolo, de colo, de carinho, de amizade e parceria e não de sexo. E são raras as pessoas nesse mundo dispostas a compartilhar - sobretudo com os parceiros - a dor e a alegria de viver colocando seus próprios desejos em segundo plano por um breve momento. 

O amor verdadeiro também é composto por caridade. E a caridade não se limita a doações de dinheiro ou bens. A caridade de sentimento é a mais nobre atitude que alguém pode ter para com o outro. É o entender de uma crise e ter paciência diante da impaciência e do medo que o outro está vivendo ao invés de gritar e cobrar atenção exclusiva. É chegar junto a um estado de exaustão e sorrir substituindo qualquer palavra.

O respeito não é só do espaço, da privacidade, dos sentimentos. O respeito é também pela pessoa que o outro é e que ainda tenta delicadamente moldar para que a vida seja mais leve. Quando você respeita o seu parceiro primeiramente pelo ser humano que ele é antes de qualificá-lo como alguém que possui um vínculo com você, a admiração mútua cresce cada dia mais. E você vibra com as vitórias ao invés de ter inveja ou achar que você deveria ser e ter mais do que ele. 

Sim, eu estou apaixonada. E mereço vivenciar cada momento que essa felicidade me proporciona. Do amanhã não espero mais nada, mas cuido do hoje da melhor forma que eu puder, afinal, gato escaldado tem mesmo...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sementinha !!!

Olá, queridos leitores !!


É com muita alegria que informo o nascimento do João Marcelo!! Meu sobrinho fofo que nasceu em 25/02/2012 às 22h18min.


O que quero compartilhar hoje é o milagre da vida. Sim, pois só quem acompanha uma gestação pelo lado de fora consegue compreender legitimamente como é um milagre o fato de estarmos todos aqui povoando o mundo, tatuados, tomando uma cerveja no bar.


A primeira ecografia nos mostrou um início de vida que apelidamos carinhosamente de "feijãozinho". Era um feijãozinho com 2 cm, mas acreditem: tinha um coração ali batendo muito forte. E olhem que coisa engraçada, a primeira coisa que somos na vida é um CORAÇÃO. Mas muitas vezes esquecemos disso depois que crescemos e adquirimos pernas e braços também.


Depois ele virou nosso "etezinho". E vibramos com cada pedacinho do seu corpinho minúsculo que se formava. E os meses se passaram, vimos uma ecografia 4D que mostrou todos os traços do seu rostinho lindo. E finalmente no último capítulo ainda dentro da barriga da sua mamãe vimos que ele tinha um pezão medindo 7,5 cm e os seus "documentos" estavam ali à mostra o tempo todo para quem quisesse ver seus cromossomos X + Y.


Nós começamos sendo um coração batendo forte. E não é a nossa cor, nosso sexo, nossa crença, nossa roupa ou uma tatuagem que vai determinar o que este coração (que é nove meses mais velho que nós mesmos) carrega dentro dele. Piegas? Pode ser... Mas é uma verdade irrefutável. 


Nós somos quem somos doa a quem doer. E tudo o que espalhamos por aí volta em dobro para nós. Tudo mesmo. Então quando bater aquela raiva incontrolável e aquela vontade de praguejar as 8 gerações de alguém, vamos nos lembrar que somos primeiro coração e que tem muita gente por aí que não vale a energia dispersada num pensamento negativo, muito menos a dívida que nós mesmos adquirimos ao pensar mal de alguém.


Deixe esse coração bater forte por quem merece!!! E cuide dele com muito amor, pois lembre-se: ele é mais velho que o seu corpo cheio de membros.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sobre o Andre Lopes...

Um fato me fez ter vontade de compartilhar idéias aqui novamente. Esta semana a torcida rubro-negra ficou triste. Perdeu um grande torcedor. E uma família perdeu um grande membro. Não, eu não conhecia o Andre, mas por algum motivo, naquela noite de 02 de fevereiro antes de dormir eu fui (como de costume) dar uma última olhadinha no facebook e uma notícia me entristeceu muito. Um jovem de 21 anos saiu de casa para torcer pelo seu time de coração e não voltou mais. Vibrou com 4 gols e uma vitória espetacular do Furacão mas assim como os outros quase 4 mil torcedores foi completamente esquecido pelas autoridades locais e partiu de forma trágica e estúpida ao atravessar uma BR. 


Dentro dos meus princípios espíritas kardecistas, entendo que não viemos a esse mundo a passeio e todos nós temos data e hora para regressar. No entanto, essa é a última coisa que a família dele vai conseguir processar agora, tenho certeza. Eu sei o que é uma família com saudade de gente jovem. A recuperação é difícil e a gente sente muita falta mesmo. Não sei se a partida do Andre foi no momento que ele precisava ou se foi abreviada, porém de qualquer forma serve de exemplo para deixarmos de ser acomodados.


Curitiba vai sediar a COPA DO MUNDO. E deve isso ao estádio do Atlético. Brincadeiras à parte (sou coxa), com meio estádio ou não, foi o único apto a sofrer reformas para um evento desse porte. As calçadas estão sendo trocadas em virtude disso também (apesar de todas as pessoas que já se acidentaram nas pedras soltas no passado e nunca ninguém tomou uma providência). Bilhões ainda serão injetados nesta cidade até o início da copa. E mais bilhões serão depois com o turismo. 


E por que os torcedores do Atlético tem que ser tratados como lixo?


De que adianta encher os terminais de policiais em dia de ATLETIBA e obrigar quase 4 mil torcedores  a atravessar a BR em horário de rush sem qualquer auxílio das autoridades de trânsito?


Não vou entrar no mérito da briga na justiça pelo direito de jogar no Couto Pereira. A rivalidade entre os dois clubes sempre existiu e não ia acabar agora. A verdadeira responsabilidade de oferecer boas condições ao clube é da prefeitura que vai ganhar muito com a cessão do estádio. 


Nada nesse momento pode aliviar a dor dessa família a não ser ter fé. Mas o Andre está bem. Em fatalidades como esta, existe uma equipe preparada para receber os desencarnados e orientá-los. Sim, eu creio em vida após a morte e é isso que salva a minha família há 15 anos desde que perdemos o Marcelo (aos 23). 


O que eu concluo disso tudo é que acontecimentos como este que mudam o rumo da vida de várias pessoas não podem simplesmente passar em branco. Passou da hora de exigirmos nosso direito de sermos tratados com respeito. É o nosso dinheiro que mantém todas essas repartições que negligenciam nosso bem estar todos os dias. 


Chega de pão e circo até porque, ultimamente é só o circo mesmo que tem passado por nós. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

VIVA O AMORZÃO!!! =D

Hoje é um dia muito especial! É aniversário do meu Amorzão, meu lindo, meu TDB que mora no meu S2. (uahuaha)


Dedico este post ao melhor namorado do mundo. Meu companheiro, amigo, confidente. Aquele que está ao meu lado nos melhores e nos piores momentos. Que me enxerga como um todo, levando em consideração não apenas minha qualificação enquanto namorada, mas acima de tudo que me respeita como ser humano. 


Amorzão, você foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos! E foi meu melhor investimento também, hehe. Como foram importantes aquelas conversas no msn, aqueles trabalhos cansativos e intermináveis que gravamos, editamos e apresentamos juntos. Hoje sei que sou tão feliz porque estávamos no lugar certo e na hora certa!


Que hoje o seu dia seja especial, apesar do clima super curitibano que vejo da minha janela! 


E que neste ciclo que se encerra, os lucros tenham sido maiores que os prejuízos e que as suas energias se renovem para recomeçar somando cada vez mais vitórias!


E se tudo der errado em nossas vidas, podemos virar confeiteiros! Viva o nosso bolo, que todo mundo quer um pedaço!


PS: tá tocando aquela música do Nando Reis que fala do All Star azul, do 12º andar, que seria estranho se eu não me apaixonasse por você... Sabe né? ;) 


Te Amo maior que o universo infinitas vezes! Beijos da sua Amorzona!



quinta-feira, 26 de maio de 2011

ÓTV - Você liga, liga você.

A proposta de mercado da ÓTV é bastante clara: um canal para tratar exclusivamente dos assuntos que interessam aos moradores da região de Curitiba. Um canal totalmente voltado à comunidade que procura suprir as necessidades intrínsecas da população no âmbito da economia, cultura, saúde e outros serviços que a TV aberta não tem disponibilidade de oferecer de forma tão direcionada.  Posicionada no canal 23 somente na NET Digital, a ÓTV custou R$ 25 milhões em investimento e atende um público bastante segmentado apesar da operadora NET ter sido escolhida justamente por atingir em maior número o público-alvo desejado.
A necessidade secundária para a criação dessa plataforma foi o complemento que a TV a cabo traz ao grupo GRPCOM que já conta com dois jornais impressos (Gazeta Do Povo e Folha de Londrina), duas emissoras de rádio (Mundo Livre e 98FM), um portal eletrônico (G1) e uma emissora de TV afiliada à Rede Globo (RPC). Como forma de acompanhar a evolução das mídias, a ÓTV procura conquistar o público com uma programação criativa e repleta de elementos que ressaltam a identidade cultural do curitibano.
O espaço publicitário foi cuidadosamente estudado e não compete com a TV aberta para manter o equilíbrio e as particularidades de cada um dos canais (ÓTV e RPC). A procura dos anunciantes por um espaço na grade nesta fase inicial de implantação, superou as expectativas e já é um dos primeiros pontos positivos do projeto.
Neste primeiro momento, a programação está concentrada no período das 17h à 00h – horário nobre da TV a cabo. Acredita-se que através da medição do gosto do público neste horário seja possível chegar a resultados mais precisos quanto a aceitação dos produtos veiculados bem como os pontos positivos e negativos dos programas-piloto. Ao todo são 28 programas que se dividem em veiculações diárias e semanais distribuídos nos gêneros de jornalismo, entretenimento, esportes, humor, música e entrevistas. Isso sem contar os programetes inseridos ao longo da grade que trazem informações de utilidade pública, curiosidades e peculiaridades da cidade de Curitiba.
Mas o que acontece durante o outro período em que estes programas não estão no ar? São exibidas imagens em tempo real de câmeras espalhadas pela cidade cobertas por um lettering com as principais manchetes da Gazeta do Povo e do portal G1 enquanto a programação da rádio Mundo Livre comanda a trilha sonora. Durante essas intervenções, pode haver o flagrante de um furo de reportagem em algum lugar da cidade. Caso isto ocorra, a equipe de jornalismo assume o horário para passar detalhadamente as informações.
A iniciativa do projeto partiu do ponto de vista de seus criadores acerca das necessidades midiáticas da comunidade. Essa primeira percepção foi comprovada através de pesquisas que mostraram que havia interesse da população em ter um canal voltado à identidade local. A escolha do nome veio de uma idéia bastante simples porém não menos criativa. Não há quem não conheça o símbolo universal de liga/desliga dos controles remotos de aparelhos eletrônicos. Aquele círculo com um risco vertical na parte superior forma o “Ó”. Juntando com TV, fica um nome curto e sonoro complementado pela assinatura: “ÓTV – Você liga, liga você”.
Outras características indiretas da ÓTV são um grande sinalizador de mercado para profissionais de jornalismo e Rádio/TV. Essa plataforma visa  formar profissionais para a RPC proporcionando o primeiro emprego para recém formados e oferecendo mais oportunidades especificamente para os radialistas (profissionais da radiodifusão que atuam tanto no rádio como na TV). Também proporcionou aos seus idealizadores a experiência de criar uma TV do zero com total autonomia sem as restrições normalmente impostas às sucursais pelas grandes redes como forma de padronizar a marca. Essa condição além de sedutora foi um grande desafio, pois exigiu muita análise de mercado, que por sua vez, resultou no aprofundamento do conhecimento na produção de TV.
Para quem já trabalhava nos bastidores dos estúdios, a ÓTV trouxe outra novidade: a inversão de papéis cedendo espaço à frente das câmeras aos profissionais que outrora participavam apenas da produção. Figuras já conhecidas pelo público como Herivelto Oliveira e Dulcinéia Novaes também estão na ÓTV em programas totalmente irreverentes podendo viver experiências diferentes do telejornalismo proposto pela RPC.
Os programas que se destacarem no canal a cabo terão espaço reservado na TV aberta para veiculação ao grande público. Essa é mais uma função da ÓTV: servir como oficina de profissionais e também teste para novos programas. Uma outra particularidade é a transmissão de esportes variados que normalmente não são veiculados em TV aberta como por exemplo o futsal.
Trabalhar este nicho de forma tão recortada dedicando-se a um universo tão restrito requer ousadia, porém é um importante passo para a diversificação dos padrões existentes hoje na TV a cabo. Aliado a tudo isso ainda há a preocupação de não deixar a interatividade de lado. Atualmente a ÓTV está nas principais redes sociais, possui uma plataforma de e-mail para obter o retorno do público e está aberta a críticas e sugestões.
Minha pergunta ao Marcelo Dias (diretor de Jornalismo) em sua palestra no último dia 18 do mês corrente, foi sobre a existência ou não de algum projeto para trazer o meio acadêmico para a tela da TV. Em resposta, ele afirmou que este interesse existe, porém nesta fase de implantação ainda é inviável. E como não está prevista a comercialização da grade horária para programas produzidos por terceiros, por ora nos resta aguardar.
A ÓTV chegou e veio com força total disposta a cativar o público curitibano que é bem conhecido por seu alto grau de exigência em TV. Antes de ser uma grande conquista para o grupo GRPCOM, esta iniciativa marca a fase de inovações e abertura efetiva do mercado aos profissionais de Comunicação Social, o que era uma das promessas da TV digital no Brasil.
Por Bruna de Oliveira
7º Período de Rádio/TV - UTP
Relatório valendo 1 ponto + presença na aula de laboratório de Rádio.

sábado, 9 de abril de 2011

Cada Um Sabe...

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Caetano já dizia...

Hoje o post vai ser curto. Me lembrei de um e-mail interessante que recebi uma vez da psicóloga Maria Marta Ferreira (que participava do 91 Minutos). Entre outras coisas falávamos sobre a forma como terminamos um relacionamento. E ela mencionou essa parte da música de Caetano Veloso.

O fato é que a nossa dor não precisa ser curtida pelos outros também. Acabou? Tudo tem um prazo de validade na vida, algumas coisas duram mais e outras duram menos... Mas um dia tudo sempre acaba... E temos o nosso direito de sentir e curtir a nossa dor porque passado um tempo ela também vai acabar... O que eu acho injusto e egoísta é querer que aquele que se foi partilhe a nossa dor quando não temos nada mais para compartilhar.

Eu já fui quem partiu e já fui quem ficou. Ambas as coisas são difíceis, mas eu sempre escolhi caminhar em frente e por isso hoje posso dizer que sou feliz com as escolhas que fiz. Não mudaria nada que passou. Nem as pessoas, nem as circunstâncias. Porque tudo isso faz parte do meu repertório e cada grande dor ou felicidade contribuiu para que eu não repetisse os mesmos erros e aprendesse a amar de várias formas diferentes.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Don't Add As Friend

Quantas vezes você já ouviu dizer que o mundo dá voltas e a vida se recicla? Muitas, aposto. Mas quantas vezes efetivamente você já percebeu um novo cilco começar? Hoje em dia, com tantos artifícios que a tecnologia aliada à comunicação nos traz temos muita informação em tempo real. Mas não falo do noticiário. Falo das informações que antigamente jamais chegariam ao nosso conhecimento após sete ou dez anos de hiato numa relação interpessoal.

As redes sociais, por exemplo, nos permitem encontrar pessoas que fizeram parte da nossa história há um teeeeeeeempão atrás. Algumas nem foram tão importantes assim, mas nos remetem aos bons tempos de colégio ou faculdade, nos fazem lembrar daquele bairro onde crescemos, daquelas pessoas que tocavam todas as campainhas da rua e saíam correndo depois. Aquele vizinho da terceira casa da rua pode não ter sido tão importante, mas a pessoa que você era naquela época é. Por isso adicionamos tantas pessoas que não fazem mais parte do nosso convívio diário quando pertencemos a uma rede social. E sempre tem aqueles céticos que dizem que você nem lembrava o nome daquela pessoa, mas mesmo assim a fez tornar parte do seu ciclo de amizades virtuais quando a reconheceu pela foto ou por algum amigo em comum. Grande tolice. Qual é o problema em querermos guardar uma lembrança daquele tempo em que fomos vizinhos do cara da terceira casa da rua? Sempre que olharmos seu nome ou sua foto do perfil, nosso subconsciente estará reafirmando uma informação de um tempo que foi importante porque faz parte da nossa história.

Entretanto, às vezes até mesmo sem querer acabo achando vizinhos de outras casas em cujas ruas não fui tão feliz. Faz parte da minha história? Certamente. Mas gosto muito mais de quem sou hoje do que quem eu finjia ser naquela época. Portanto, por mais que a tecnologia me traga cada vez mais recursos para encurtar a distância entre passado e presente, há vizinhos e casas das quais prefiro não recordar.

sábado, 19 de março de 2011

O que fazer com as palavras?

Criei esse blog para compartilhar algumas poesias que escrevi quando tinha 15 anos e achava que sabia o que era amor. Hoje eu as leio e de algumas até dou risada, mas na época não era tão divertido. Sempre vivi de amores platônicos enquanto adolescente e por isso na hora de ser gente grande meti os pés pelas mãos algumas vezes...  As poesias que sobraram não acho que sejam dignas de serem compartilhadas. Algumas hoje não fazem o menor sentido, outras estão cheias de raiva e outras ficaram muito bregas. Então a partir de agora, vou escrever sobre tudo e qualquer coisa que eu achar interessante.

Para começar, vou falar de uma coisa que tem prazo determinado, porém parece não acabar nunca mais: universidade. Passar no vestibular da UTP é ridiculamente fácil. Mas sair do curso de Rádio/TV está sendo incrivelmente difícil. Aulas, laboratórios, TCC, estágio, escolhas, planos, contra-planos, cenários, livros e mais livros. Quando isso tudo acabar, sei que vou sentir saudades dos melhores anos da minha vida (até agora)...