Quantas vezes você já ouviu dizer que o mundo dá voltas e a vida se recicla? Muitas, aposto. Mas quantas vezes efetivamente você já percebeu um novo cilco começar? Hoje em dia, com tantos artifícios que a tecnologia aliada à comunicação nos traz temos muita informação em tempo real. Mas não falo do noticiário. Falo das informações que antigamente jamais chegariam ao nosso conhecimento após sete ou dez anos de hiato numa relação interpessoal.
As redes sociais, por exemplo, nos permitem encontrar pessoas que fizeram parte da nossa história há um teeeeeeeempão atrás. Algumas nem foram tão importantes assim, mas nos remetem aos bons tempos de colégio ou faculdade, nos fazem lembrar daquele bairro onde crescemos, daquelas pessoas que tocavam todas as campainhas da rua e saíam correndo depois. Aquele vizinho da terceira casa da rua pode não ter sido tão importante, mas a pessoa que você era naquela época é. Por isso adicionamos tantas pessoas que não fazem mais parte do nosso convívio diário quando pertencemos a uma rede social. E sempre tem aqueles céticos que dizem que você nem lembrava o nome daquela pessoa, mas mesmo assim a fez tornar parte do seu ciclo de amizades virtuais quando a reconheceu pela foto ou por algum amigo em comum. Grande tolice. Qual é o problema em querermos guardar uma lembrança daquele tempo em que fomos vizinhos do cara da terceira casa da rua? Sempre que olharmos seu nome ou sua foto do perfil, nosso subconsciente estará reafirmando uma informação de um tempo que foi importante porque faz parte da nossa história.
Entretanto, às vezes até mesmo sem querer acabo achando vizinhos de outras casas em cujas ruas não fui tão feliz. Faz parte da minha história? Certamente. Mas gosto muito mais de quem sou hoje do que quem eu finjia ser naquela época. Portanto, por mais que a tecnologia me traga cada vez mais recursos para encurtar a distância entre passado e presente, há vizinhos e casas das quais prefiro não recordar.
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