Às vezes a gente se pergunta tanto e a resposta está bem debaixo do nosso nariz. Tem vezes que resistimos em entender o real significado de uma palavra, um olhar, um beijo ou um abraço porque temos medo de nos viciar na química que todo aquele pulsar de emoções produz. Ah! Se soubéssemos antes que ninguém chega ou parte das estações da vida por mero acaso do destino...
Parando para pensar na conexão com cada pessoa à sua volta, você percebe que nada é um evento isolado. Muitos caminhos precisaram se cruzar, outros precisaram se distanciar e ainda, muitos outros necessitarão começar para que essa coreografia que o destino faz no nosso cotidiano continue nos enchendo de harmonia. Mesmo que algumas vezes tudo pareça desmoronar.
Os conflitos familiares, as amizades eternas e as paixões fulminantes... Como sobreviver sem eles? Quem nunca teve um amor platônico na adolescência (ou fora dela), um coração partido, disse um adeus cheio de saudade no coração, desejou um abraço uma vez mais, chorou depois de uma briga com alguém que muito amava... Quem nunca riu até doer a barriga, se emocionou com uma vitória, torceu por um resultado, consolou um coração cheio de medo, ou vibrou com um diagnóstico médico satisfatório que não poderia ser outra coisa a não ser um verdadeiro milagre...
Eu gosto de acreditar que nos conhecemos muito mais de uma vez. E nos encontramos de tempos em tempos para crescermos juntos porque o que nos une é o amor. O amor que transcende, o amor que perdoa, o amor que esquece, o amor que perdura, o amor em todas as suas sublimes formas que vai muito além de qualquer barreira material. E com tantos encontros e desencontros, só fazemos fortalecer nossos laços enquanto o tempo passa depressa ou devagar.
Tem pessoas em minha vida que não precisam estar a todo instante ao alcance dos meus olhos para eu saber que estão dentro do meu coração e impressas na minha alma. Basta acontecer alguma coisa muito boa ou uma queda muito dolorida pra gente se unir de novo, segurar as mãos e ter fé... Fé em Deus, fé na vida, fé em nós mesmos. Juntos podemos superar qualquer coisa.
Eu posso dizer que presenciei muitos milagres neste ano. E o maior deles foi o milagre do amor. O amor, a solidariedade, a amizade, a confiança, a lealdade. Tudo isso fez o meu ano mais emocionante. E eu entendi que nada pode ser tão ruim que não seja capaz sequer de ensinar alguma coisa. Afinal de contas, (vou adotar uma expressão de alguém a quem quero muito bem) "uma derrota é uma meia vitória".
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