quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Busca da Felicidade


     A busca da felicidade é um termo tão agradável que com frequência vira título de filme, de livro, de poesia.  Mas você já se perguntou o que significa buscar a felicidade? Afinal de contas o que é a felicidade? Tem receita pronta? É ganhar na loteria, ter um cachorro, uma casa maior, passar no vestibular, ser promovido, amar, ser amado? (...).
Eu gosto de acreditar que a felicidade é além de um substantivo abstrato ao extremo, algo bastante peculiar a quem a detém.  Tem que diga que ela está nos menores detalhes da vida, tem quem diga que está ligada ao dinheiro, outros dizem que a saúde é quem a traz. Na verdade acho que ninguém está completamente certo ou errado. Tudo depende das prioridades de cada um.
     Se você já alcançou outros objetivos na vida e de repente o que lhe falta no momento é trocar de carro ou adquirir um, não significa que você dê mais valor aos bens materiais do que à família. Não é porque você está insatisfeito com a geladeira da cozinha que a sua vida se resume ao consumismo. O ser humano vive de etapas e frequentemente está insatisfeito com algo que procura mudar. E isso é bom, já pensou se nos conformássemos sempre com a vida como ela é e não buscássemos evoluir em todos os sentidos?

     O grande problema que vejo são os extremos. Tudo que é excesso sobra como o próprio nome já diz. Mas ele não necessariamente vai sobrar ali onde você está depositando tanta vontade de, por exemplo: torcer pelo seu time de coração, ir à igreja, comprar perfumes. O fanatismo é facilmente mutável e muitas vezes sobra (ou reflete) em outros setores da sua vida, como: na relação familiar ou conjugal, nos estudos, na economia pessoal.

     Mas existe alguém fanático em procurar a felicidade? Ô se tem!

     E muitas vezes penso que aquela pessoa com quem você não aguenta sustentar uma conversa por cinco minutos sequer é um belo exemplo disso. Porque nada funciona, nada dá certo, nada é bom o suficiente, ninguém é o suficiente. Nem mesmo ser quem você é, é o suficiente. Aí vem um baita alerta vermelho com campainha de ensurdecer.

     Quais são suas prioridades? E muito importante: quais são seus limites?

     
     É possível que a felicidade de alguém possa ser a sua felicidade também? Há quem já tenha me dito que dependendo da circunstância, não. Mas eu continuo a discordar... Sabe a relação prioridade X limite? Pois é... Não existe fórmula para a felicidade porque ela é um estado de espírito e não tem como sentir a mesma coisa o tempo todo. Portanto quem diz que é feliz o tempo todo, na verdade é bem resolvido consigo mesmo o tempo todo, são coisas diferentes. Ambas necessárias e super válidas.

     
     Mas ao me perguntar se estou em busca da felicidade, sei que não estou. Estou em busca dos objetivos que tracei para o momento e que podem mudar num piscar de olhos. Feliz, eu posso ser várias vezes ao dia, quantos dias eu quiser. E não tem nada de complicado nisso.  

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