Um fato me fez ter vontade de compartilhar idéias aqui novamente. Esta semana a torcida rubro-negra ficou triste. Perdeu um grande torcedor. E uma família perdeu um grande membro. Não, eu não conhecia o Andre, mas por algum motivo, naquela noite de 02 de fevereiro antes de dormir eu fui (como de costume) dar uma última olhadinha no facebook e uma notícia me entristeceu muito. Um jovem de 21 anos saiu de casa para torcer pelo seu time de coração e não voltou mais. Vibrou com 4 gols e uma vitória espetacular do Furacão mas assim como os outros quase 4 mil torcedores foi completamente esquecido pelas autoridades locais e partiu de forma trágica e estúpida ao atravessar uma BR.
Dentro dos meus princípios espíritas kardecistas, entendo que não viemos a esse mundo a passeio e todos nós temos data e hora para regressar. No entanto, essa é a última coisa que a família dele vai conseguir processar agora, tenho certeza. Eu sei o que é uma família com saudade de gente jovem. A recuperação é difícil e a gente sente muita falta mesmo. Não sei se a partida do Andre foi no momento que ele precisava ou se foi abreviada, porém de qualquer forma serve de exemplo para deixarmos de ser acomodados.
Curitiba vai sediar a COPA DO MUNDO. E deve isso ao estádio do Atlético. Brincadeiras à parte (sou coxa), com meio estádio ou não, foi o único apto a sofrer reformas para um evento desse porte. As calçadas estão sendo trocadas em virtude disso também (apesar de todas as pessoas que já se acidentaram nas pedras soltas no passado e nunca ninguém tomou uma providência). Bilhões ainda serão injetados nesta cidade até o início da copa. E mais bilhões serão depois com o turismo.
E por que os torcedores do Atlético tem que ser tratados como lixo?
De que adianta encher os terminais de policiais em dia de ATLETIBA e obrigar quase 4 mil torcedores a atravessar a BR em horário de rush sem qualquer auxílio das autoridades de trânsito?
Não vou entrar no mérito da briga na justiça pelo direito de jogar no Couto Pereira. A rivalidade entre os dois clubes sempre existiu e não ia acabar agora. A verdadeira responsabilidade de oferecer boas condições ao clube é da prefeitura que vai ganhar muito com a cessão do estádio.
Nada nesse momento pode aliviar a dor dessa família a não ser ter fé. Mas o Andre está bem. Em fatalidades como esta, existe uma equipe preparada para receber os desencarnados e orientá-los. Sim, eu creio em vida após a morte e é isso que salva a minha família há 15 anos desde que perdemos o Marcelo (aos 23).
O que eu concluo disso tudo é que acontecimentos como este que mudam o rumo da vida de várias pessoas não podem simplesmente passar em branco. Passou da hora de exigirmos nosso direito de sermos tratados com respeito. É o nosso dinheiro que mantém todas essas repartições que negligenciam nosso bem estar todos os dias.
Chega de pão e circo até porque, ultimamente é só o circo mesmo que tem passado por nós.
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