domingo, 10 de junho de 2012

Vinte e Poucos Anos

Boa noite especial aos curitibanos de nascença ou vivência.

Esse clima que agradavelmente acompanhou nosso feriado influencia nosso humor inegavelmente. 

Mas vamos à pauta de hoje...

Quem lembra daquela música "... Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos..." ?

Quando eu era criança, parecia que ter vinte e poucos anos era ser super adulto. Era ter todas as coisas do mundo ao seu alcance, saber alguma coisa sobre tudo, ter a força de um leão e o poder de um rei. 

Bem, um dia a gente cresce... 

E crescer dói. Ultimamente tenho dito isso várias e várias vezes para várias e várias pessoas. Hoje estou dizendo pra mim. Porque parei para me lembrar de como eu achei que as coisas seriam hoje há 15 anos atrás, ou há 10 anos atrás, ou há 5 anos atrás. 

Aí descobri que a gente nunca vai saber a resposta de tudo. A todo instante estamos fazendo escolhas e ponderando estatísticas. Aí a vida dá umas voltas e você vê que precisa mudar a trajetória de novo. 

Então entendi que ser adulto é planejar algo que você ainda não sabe quantas vezes vai ter que reestruturar até que enfim possa realizar. É descobrir o valor de uma amizade quando aquela pessoa que você julgava ser a mais feliz do mundo fica sem chão. É entender que algumas pessoas são passageiras por mais presentes que elas estejam hoje - você enxerga quanto tempo isso ainda vai durar. Enquanto outras são eternas por mais que não estejam ao alcance dos olhos. 

É ver que a corrupção não está só nos jornais e a trilha sonora da novela não é só ficção. É ter tantas dúvidas mas nunca perder a fé. É sentir saudade do gosto daquela bala da infância e ter a maturidade de não experimentá-la hoje esperando ter a mesma sensação, porque você não é mais aquela pessoa. 

Ter vinte e poucos anos é entender em que ponto a sua adolescência acabou porque para cada um o timing é diferente. É mudar a forma de rezar e aumentar o tamanho da mala de viagem. Porque agora, somente a sua bagagem não te completa mais. 

É questionar primeiro e fazer muito tempo depois. É pensar: "se naquela época eu tivesse a idade que tenho hoje, as coisas teriam sido diferentes". 

E depois disso, entender que se as coisas não foram diferentes é porque você precisava de cada segundo que viveu até hoje exatamente da forma como eles foram...  


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