sábado, 9 de abril de 2011

Cada Um Sabe...

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Caetano já dizia...

Hoje o post vai ser curto. Me lembrei de um e-mail interessante que recebi uma vez da psicóloga Maria Marta Ferreira (que participava do 91 Minutos). Entre outras coisas falávamos sobre a forma como terminamos um relacionamento. E ela mencionou essa parte da música de Caetano Veloso.

O fato é que a nossa dor não precisa ser curtida pelos outros também. Acabou? Tudo tem um prazo de validade na vida, algumas coisas duram mais e outras duram menos... Mas um dia tudo sempre acaba... E temos o nosso direito de sentir e curtir a nossa dor porque passado um tempo ela também vai acabar... O que eu acho injusto e egoísta é querer que aquele que se foi partilhe a nossa dor quando não temos nada mais para compartilhar.

Eu já fui quem partiu e já fui quem ficou. Ambas as coisas são difíceis, mas eu sempre escolhi caminhar em frente e por isso hoje posso dizer que sou feliz com as escolhas que fiz. Não mudaria nada que passou. Nem as pessoas, nem as circunstâncias. Porque tudo isso faz parte do meu repertório e cada grande dor ou felicidade contribuiu para que eu não repetisse os mesmos erros e aprendesse a amar de várias formas diferentes.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Don't Add As Friend

Quantas vezes você já ouviu dizer que o mundo dá voltas e a vida se recicla? Muitas, aposto. Mas quantas vezes efetivamente você já percebeu um novo cilco começar? Hoje em dia, com tantos artifícios que a tecnologia aliada à comunicação nos traz temos muita informação em tempo real. Mas não falo do noticiário. Falo das informações que antigamente jamais chegariam ao nosso conhecimento após sete ou dez anos de hiato numa relação interpessoal.

As redes sociais, por exemplo, nos permitem encontrar pessoas que fizeram parte da nossa história há um teeeeeeeempão atrás. Algumas nem foram tão importantes assim, mas nos remetem aos bons tempos de colégio ou faculdade, nos fazem lembrar daquele bairro onde crescemos, daquelas pessoas que tocavam todas as campainhas da rua e saíam correndo depois. Aquele vizinho da terceira casa da rua pode não ter sido tão importante, mas a pessoa que você era naquela época é. Por isso adicionamos tantas pessoas que não fazem mais parte do nosso convívio diário quando pertencemos a uma rede social. E sempre tem aqueles céticos que dizem que você nem lembrava o nome daquela pessoa, mas mesmo assim a fez tornar parte do seu ciclo de amizades virtuais quando a reconheceu pela foto ou por algum amigo em comum. Grande tolice. Qual é o problema em querermos guardar uma lembrança daquele tempo em que fomos vizinhos do cara da terceira casa da rua? Sempre que olharmos seu nome ou sua foto do perfil, nosso subconsciente estará reafirmando uma informação de um tempo que foi importante porque faz parte da nossa história.

Entretanto, às vezes até mesmo sem querer acabo achando vizinhos de outras casas em cujas ruas não fui tão feliz. Faz parte da minha história? Certamente. Mas gosto muito mais de quem sou hoje do que quem eu finjia ser naquela época. Portanto, por mais que a tecnologia me traga cada vez mais recursos para encurtar a distância entre passado e presente, há vizinhos e casas das quais prefiro não recordar.

sábado, 19 de março de 2011

O que fazer com as palavras?

Criei esse blog para compartilhar algumas poesias que escrevi quando tinha 15 anos e achava que sabia o que era amor. Hoje eu as leio e de algumas até dou risada, mas na época não era tão divertido. Sempre vivi de amores platônicos enquanto adolescente e por isso na hora de ser gente grande meti os pés pelas mãos algumas vezes...  As poesias que sobraram não acho que sejam dignas de serem compartilhadas. Algumas hoje não fazem o menor sentido, outras estão cheias de raiva e outras ficaram muito bregas. Então a partir de agora, vou escrever sobre tudo e qualquer coisa que eu achar interessante.

Para começar, vou falar de uma coisa que tem prazo determinado, porém parece não acabar nunca mais: universidade. Passar no vestibular da UTP é ridiculamente fácil. Mas sair do curso de Rádio/TV está sendo incrivelmente difícil. Aulas, laboratórios, TCC, estágio, escolhas, planos, contra-planos, cenários, livros e mais livros. Quando isso tudo acabar, sei que vou sentir saudades dos melhores anos da minha vida (até agora)...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quando o Sempre Chegar

Quando não houver mais pontes para atravessar
E se o dia não quiser mais amanhecer
Quando a dor em seu coração desatinar
Eu permanecerei aqui com você

Se suas dificuldades forem maiores que a fé
E se não conseguir superá-las por si próprio
Eu então te mostrei o que é
E nunca deixou de ser um tanto óbvio

Quando você estiver sozinho e perdido
Acredite que eu te encontrarei onde for
Se você cair de joelhos enfraquecido
Eu te levanterei e te protegerei com meu calor

Se seus braços procurarem um lugar seguro
E nada mais te rodear nesse instante
Eu trarei a luz no fim do túnel escuro
Para iluminar seu caminho inconstante

Quando a esperança não quiser mais sonhar
Meus olhos te trarão uma nova razão
Porque sempre vale a pena continuar
Mesmo que o tempo e a distância digam não

E o mundo inteiro não será suficiente
Para desfazer nossos destinos selados
Por enquanto os sinais sutis e freqüentes
Não precisam atingir seu olhos fechados

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dias de Verão

Mesmo que o sol não mais se espalhe
Pela imensidão azul do infinito
E que as mãos que outrora dadas
Hoje busquem novos sentidos

Ainda que a brisa das tardes mornas
Hoje soprem nortes distintos
Enquanto houver palavra no horizonte
O verso não deixará de ser escrito

E cada momento não vivido
Nunca será maior, tampouco mais belo
Que a brevidade daqueles dias extintos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Último Desejo De Um Guerreiro

Não há um porto seguro para atracar
E o guerreiro pensativo, há muito teme
Que seu destino se cumpra ali mesmo no mar
A menos que a procura de solo firme, reme

Seu sonho desesperadamente almejado
Vai muito além de devaneios tempestuosos
Será que lutará para tê-lo realizado?
Ou se esconderá em seus feitos majestosos?

Estará completamente só se quiser tentar
Mas sua sede por um certo beijo e tais abraços
O fará insistir em navegar e navegar

E na manhã seguinte encontra sua resposta
Quase sem vida, em tão desejados braços
Um frio suspiro na vitória ao som das gaivotas

[20/11/2004]

Time Of Our Lives

Here I am looking around again and again
I'm falling from the highest place
Where those words are not safe
And few years feel like ten

So far from being together
So close to feel that way
Too late to deny that day
I still think we'll last forever

No answer in my head now
We were lost and we had it all
To take the time of our lives
And see the world beyond the sky

They can say we're done
They can pray we had left each other
Doubt is always two feet from us
But it keep coming so much better