Mais uma vez venho aqui inspirada pelo amor.
Sabia que existem muitas formas de amar? Pois é, parece uma frase vazia mas tenho visto o quanto isso é verdade ultimamente.
Amor é só convivência? NÃO.
Amor é tecnologia? DEFINITIVAMENTE.
Explico: foi-se o tempo em que utilizar o telefone era essencial para informar as pessoas como vai a nossa vida ou fazer um convite de evento.
Hoje em dia, quem depende somente do telefone para se comunicar está mais do que ultrapassado.
Graças ao facebook que tem adquirido adeptos adolescentes e também da melhor idade em grande número, hoje podemos criar eventos como: chás de panela, chás de bebês, aniversários, despedidas e muito mais. E deixando o preconceito de lado, olhem como é muito mais interessante promover interação com pessoas que tem algo em comum mas não necessariamente se conhecem através de um evento na rede social. Essa pluralidade de informações em trânsito aproxima pessoas...
E por falar em aproximar, presenciei um caso muito interessante de pessoas que começaram com essa interação virtual e descobriram muitas outras coisas em comum. Repito, os tempos mudaram. E quem não aceita que relacionamentos sadios podem ser sustentados com subsídios da tecnologia está muito por fora da nossa realidade.
No entanto, parece um pouco complexo, mas ao mesmo tempo que aceitamos a internet para encurtar distâncias, saber que alguém vai partir dá um aperto no coração!
Claro! Somos humanos e não máquinas! Ainda sentimos falta daquela conversa ao pé do ouvido, daquele abraço apertado ou de um beijo apaixonado. E ainda bem que ainda conseguimos sentir saudades do sentimento. Significa que ainda podemos administrar nossa humanidade mesmo com tanta evolução tecnológica. Aos céticos, nem tudo está perdido...
Ainda assim, poder manter contato diário com quem está no país ao lado ou do outro lado do mundo nos ajuda a perceber o quanto o ser humano não pode (e não deve) viver só. Nós precisamos dessas relações interpessoais não importam de qual natureza. E se podemos sustentá-las através da tecnologia, por que nos privar?
A todos aqueles que tem alguém importante fora do alcance dos olhos, seja ele amigo, namorado, parceiro, familiar... Ame! Ame pela tela do computador, pelo celular, por twitt, post, SMS, pelo ar... Mas ame! Porque para o amor não existem fronteiras! A energia do amor se propaga pelo ar e até seu pensamento produz vibrações positivas a aqueles que lhe são caros.
E falo do amor em sua essência, não apenas da relação entre amantes. Existe amor também nas amizades, sobretudo quando há afinidade, cumplicidade, preocupação, cuidado, torcida, companheirismo.
Amar sempre vale a pena!
Há duas coisas que não voltam: a pedra atirada e a palavra proferida. Para nossa sorte, a palavra proferida ganha diferentes significados ao longo do tempo.
domingo, 17 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Vinte e Poucos Anos
Boa noite especial aos curitibanos de nascença ou vivência.
Esse clima que agradavelmente acompanhou nosso feriado influencia nosso humor inegavelmente.
Mas vamos à pauta de hoje...
Quem lembra daquela música "... Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos..." ?
Quando eu era criança, parecia que ter vinte e poucos anos era ser super adulto. Era ter todas as coisas do mundo ao seu alcance, saber alguma coisa sobre tudo, ter a força de um leão e o poder de um rei.
Bem, um dia a gente cresce...
E crescer dói. Ultimamente tenho dito isso várias e várias vezes para várias e várias pessoas. Hoje estou dizendo pra mim. Porque parei para me lembrar de como eu achei que as coisas seriam hoje há 15 anos atrás, ou há 10 anos atrás, ou há 5 anos atrás.
Aí descobri que a gente nunca vai saber a resposta de tudo. A todo instante estamos fazendo escolhas e ponderando estatísticas. Aí a vida dá umas voltas e você vê que precisa mudar a trajetória de novo.
Então entendi que ser adulto é planejar algo que você ainda não sabe quantas vezes vai ter que reestruturar até que enfim possa realizar. É descobrir o valor de uma amizade quando aquela pessoa que você julgava ser a mais feliz do mundo fica sem chão. É entender que algumas pessoas são passageiras por mais presentes que elas estejam hoje - você enxerga quanto tempo isso ainda vai durar. Enquanto outras são eternas por mais que não estejam ao alcance dos olhos.
É ver que a corrupção não está só nos jornais e a trilha sonora da novela não é só ficção. É ter tantas dúvidas mas nunca perder a fé. É sentir saudade do gosto daquela bala da infância e ter a maturidade de não experimentá-la hoje esperando ter a mesma sensação, porque você não é mais aquela pessoa.
Ter vinte e poucos anos é entender em que ponto a sua adolescência acabou porque para cada um o timing é diferente. É mudar a forma de rezar e aumentar o tamanho da mala de viagem. Porque agora, somente a sua bagagem não te completa mais.
É questionar primeiro e fazer muito tempo depois. É pensar: "se naquela época eu tivesse a idade que tenho hoje, as coisas teriam sido diferentes".
E depois disso, entender que se as coisas não foram diferentes é porque você precisava de cada segundo que viveu até hoje exatamente da forma como eles foram...
domingo, 3 de junho de 2012
FURO MTV
Aí vai meu trabalho da pós para o módulo de Informação e Entretenimento. Certamente só vai interessar aos comunicadores =)
Análise do Programa: FURO MTV
Edição Analisada: programa que foi ao ar em 28/05/2012.
Perfil do Programa
Programa com veiculação diária, exibido às 22h no canal de TV aberta MTV, gravado, com duração de 30 minutos, divido em 3 blocos, gênero entretenimento satirizando o telejornal e formato noticiário.
O cenário virtual em forma de bancada é bem arrojado, porém simples para não concorrer com os apresentadores Dani Calabresa e Bento Ribeiro. As notícias são de cunho factual, cultural, personalidades e internacional e anunciadas com piadas e comentários bastante parciais.
As principais notícias que são destaques nos telejornais convencionais são apresentadas pelo Furo em forma de sátira. O programa inicia com escalada e as primeiras notícias são as de maior relevância social, geralmente do panorama nacional. Ao longo do programa também são tratados temas de menor relevância social sempre de forma ácida. No último bloco do programa entram as notícias que não tem nenhuma relevância social. A cada saída de bloco é feita a chamada das notícias do bloco seguinte.
A proporção de entretenimento e informação é 50% para cada. O mesmo tempo gasto para dar a notícia é utilizado em seguida para satirizar. São utilizados os seguintes recursos de edição: cobertura com imagens, simulação de link, BG, clack e os cortes de imagem são do padrão do telejornal.
Análise Crítica do Programa
Quanto ao público-alvo do programa, considerando o horário e a emissora de veiculação, ele atinge adolescentes e jovens, em menor proporção das classes AB e em grande parte da classe C. Os espectadores da MTV, geralmente não apresentam perfis que acompanham telejornais ou outros tipos de noticiário com atenção dedicada.
Na descrição do programa, foi apontado que ele apresenta a mesma quantidade de notícia e humor. No entanto, na prática, este programa é em sua essência de entretenimento e não de informação. E o que determina essa qualificação é a afirmação de que o repertório do público-alvo se distancia do factual e das notícias de alta relevância social. Desta forma, a essência da notícia não impacta o público, apenas serve de alavanca para a incorporação da piada no cotidiano do espectador.
Para a audiência cativa, a dinâmica do programa funciona como veiculação diária, e provavelmente por esse motivo, o programa está há quatro anos no ar. Já para a audiência secundária, estima-se que o excesso de sátira seja o fator que a impede de se tornar cativa.
Outra característica é a linha editorial que se mostra bastante semelhante ao gênero que o programa copia. Conforme o final do programa vai se aproximando, as notícias vão ficando cada vez mais genéricas e com menor teor factual.
Para a finalidade de entreter, o programa funciona. Mas como gênero de entretenimento, fica maçante quando os comentários são muito extensos e as notas não são cobertas. Como o humor predomina em todos os assuntos, essa característica de stand up comedy não é tão bem explorada na TV.
Em se tratando de audiovisual, sobretudo em programas gravados, a pós-produção poderia enriquecer as piadas de forma mais criativa, com outros recursos, como por exemplo: animação, montagem, simulação e a disposição desses elementos na tela também poderiam ser revistos. Nesta pesquisa, só foram identificadas fotografias que cobrem a tela inteira.
Concluindo, a ideia do programa é boa, mas a produção poderia ser repaginada agora que o programa já está há quatro anos no ar e já conquistou fidelização. Seria o momento para tentar inovar, inclusive no quesito interatividade.
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