quinta-feira, 24 de março de 2011

Don't Add As Friend

Quantas vezes você já ouviu dizer que o mundo dá voltas e a vida se recicla? Muitas, aposto. Mas quantas vezes efetivamente você já percebeu um novo cilco começar? Hoje em dia, com tantos artifícios que a tecnologia aliada à comunicação nos traz temos muita informação em tempo real. Mas não falo do noticiário. Falo das informações que antigamente jamais chegariam ao nosso conhecimento após sete ou dez anos de hiato numa relação interpessoal.

As redes sociais, por exemplo, nos permitem encontrar pessoas que fizeram parte da nossa história há um teeeeeeeempão atrás. Algumas nem foram tão importantes assim, mas nos remetem aos bons tempos de colégio ou faculdade, nos fazem lembrar daquele bairro onde crescemos, daquelas pessoas que tocavam todas as campainhas da rua e saíam correndo depois. Aquele vizinho da terceira casa da rua pode não ter sido tão importante, mas a pessoa que você era naquela época é. Por isso adicionamos tantas pessoas que não fazem mais parte do nosso convívio diário quando pertencemos a uma rede social. E sempre tem aqueles céticos que dizem que você nem lembrava o nome daquela pessoa, mas mesmo assim a fez tornar parte do seu ciclo de amizades virtuais quando a reconheceu pela foto ou por algum amigo em comum. Grande tolice. Qual é o problema em querermos guardar uma lembrança daquele tempo em que fomos vizinhos do cara da terceira casa da rua? Sempre que olharmos seu nome ou sua foto do perfil, nosso subconsciente estará reafirmando uma informação de um tempo que foi importante porque faz parte da nossa história.

Entretanto, às vezes até mesmo sem querer acabo achando vizinhos de outras casas em cujas ruas não fui tão feliz. Faz parte da minha história? Certamente. Mas gosto muito mais de quem sou hoje do que quem eu finjia ser naquela época. Portanto, por mais que a tecnologia me traga cada vez mais recursos para encurtar a distância entre passado e presente, há vizinhos e casas das quais prefiro não recordar.

sábado, 19 de março de 2011

O que fazer com as palavras?

Criei esse blog para compartilhar algumas poesias que escrevi quando tinha 15 anos e achava que sabia o que era amor. Hoje eu as leio e de algumas até dou risada, mas na época não era tão divertido. Sempre vivi de amores platônicos enquanto adolescente e por isso na hora de ser gente grande meti os pés pelas mãos algumas vezes...  As poesias que sobraram não acho que sejam dignas de serem compartilhadas. Algumas hoje não fazem o menor sentido, outras estão cheias de raiva e outras ficaram muito bregas. Então a partir de agora, vou escrever sobre tudo e qualquer coisa que eu achar interessante.

Para começar, vou falar de uma coisa que tem prazo determinado, porém parece não acabar nunca mais: universidade. Passar no vestibular da UTP é ridiculamente fácil. Mas sair do curso de Rádio/TV está sendo incrivelmente difícil. Aulas, laboratórios, TCC, estágio, escolhas, planos, contra-planos, cenários, livros e mais livros. Quando isso tudo acabar, sei que vou sentir saudades dos melhores anos da minha vida (até agora)...